ATENÇÃO !!
A proposta apresentada pela CAIXA, para nosso plano de saúde, causa muita preocupação. Em princípio, a proposta será levada às assembleias que serão realizadas em todo o país dentro de alguns dias.
Então, vamos entender melhor:
Como ficaria o Saúde Caixa, pela proposta da CAIXA?
O modelo apresentado pela Caixa propõe modelos diferentes de cobrança da mensalidade do Saúde Caixa para empregados da ativa (e seus dependentes), e para os aposentados (e seus dependentes).
Para os aposentados, a mensalidade do titular passa a ser de 4,5% da renda base, e R$ 660,00 pelo dependente.
Hoje pagamos 3,5% da renda base e R$ 480,00 pelo dependente.
O teto por grupo familiar subiria dos atuais 7% para 9%.
A coparticipação passaria para R$ 4.800,00 em vez dos atuais R$ 3.600,00.
Para os empregados da ativa a mensalidade varia conforme a idade do titular e de cada dependente. Há uma tabela por faixa etária.
O teto por grupo familiar passa também para 9%, e a coparticipação para R$ 4.800,00.
Como contrapartida a essa forte elevação no que pagamos pelo Plano de Saúde, a CAIXA se propõe a resolver o déficit de 2026 através do pagamento dos valores retroativos referentes ao custo dos colegas que ainda estão no PAMS, antecipação de alguns aportes de 2027, e acena com gestões para passar o teto estatuário de gastos de 6,5% para 8%. Esse aumento de 6,5 para 8% é positivo, seria muito bem-vindo, mas entendemos que ainda está no campo das intenções.
Os pilares do Saúde Caixa – mutualismo, solidariedade, pacto intergeracional – são fortemente abalados nesta proposta.
A APEA tem participado de várias reuniões com a CAIXA, uma delas ontem, 31/08, e tivemos oportunidade de discutir e nos aprofundar nas questões de nosso plano de saúde. Apesar de reconhecer e respeitar a seriedade e o compromisso dos colegas da CAIXA que apresentaram essa proposta, temos que ser claros: ela não nos serve! Se levada à assembleia, nossa indicação de voto será pelo não. Entendemos perfeitamente que déficits precisam ter solução, e que nosso plano de saúde precisa ser sustentável, ter receitas que cubram as despesas. O plano que garante atendimento a nós e a nossas famílias precisa sim estar equilibrado. Mas isso não quer dizer que aceitamos onerar mais ainda nossos contracheques! É preciso avançar na recomposição dos 70/30, dar passos na retomada dessa proporção histórica: empregados e aposentados pagam 30% do custo, a CAIXA paga 70%.
Que as negociações sejam retomadas, e que, com serenidade e boa vontade de ambas as partes, se chegue a uma proposta que garanta o SAÚDE CAIXA para todos, hoje e no futuro.
APEA/SP
