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ENTREVISTA COM CARLOS VIEIRA, PRESIDENTE DA FUNCEF

Em entrevista exclusiva ao APEA EM NOTÍCIAS, o presidente da diretoria executiva da FUNCEF, Carlos Vieira, comenta sobre as medidas adotadas para mitigar os efeitos dos equacionamentos nos benefícios dos participantes, a atual situação dos planos REG Replan Saldado e Não Saldado e a prioridade desta gestão.

Que ações específicas a Direção da FUNCEF adotou a fim de amenizar os altos impactos das contribuições extraordinárias para equacionamento dos déficits acumulados que já abocanham quase 20% dos benefícios dos aposentados e pensionistas?

Anunciamos aos nossos 135 mil participantes, durante a divulgação do nosso balanço, em março deste ano, a reversão de resultados em 2017, fruto de ações de gestão da FUNCEF que criaram condições para evitar novos equacionamentos e retomar a trajetória de crescimento da Fundação. Tivemos, em 2017, um resultado consolidado de investimentos de R$ 6,9 bilhões, 103,8% superior ao de 2016.

Qual é a posição dos planos de benefícios da FUNCEF, hoje, sobretudo o REG/Replan?

A FUNCEF implementou, em janeiro de 2018, nova estratégia para recuperar os planos REG/Replan Saldado e Não Saldado. As medidas de maior impacto imediato foram a redução para 4,50% da taxa de juros da meta atuarial dos quatro planos e a decisão inédita de equacionar integralmente o deficit acumulado registrado em 2016. Temos agora o grande desafio de melhorar a eficiência da política de investimentos com o objetivo de buscar o equilíbrio dos planos e acelerar a redução dos prazos dos equacionamentos vigentes no REG/Replan Saldado e Não Saldado. Estamos trabalhando intensamente para minimizar o impacto dos equacionamentos no bolso dos participantes.

Qual é o foco da atual gestão?

Assim que chegamos à FUNCEF, trabalhamos na revisão de modelo de gestão, considerando como referenciais os pilares de austeridade, equilíbrio e transparência. Neste sentido, reduzimos despesas de custeio e administrativas com economia significativa em contratos. Além disso, estamos avaliando metas de restruturação organizacional na Fundação e revisando o Estatuto em conjunto com o Conselho Deliberativo.

Com uma conjuntura que indica para a recuperação da Fundação, que mensagem o senhor deixa aos aposentados e pensionistas?

Temos, agora, um cenário desafiador em que estamos trabalhando bastante para que a FUNCEF mantenha essa retomada de crescimentoe consiga, no menor tempo possível, o fim das contribuições extraordinárias. A melhoria que tivemos nas contas da Fundação, neste último ano, é resultado de estratégias de gestão adotadas, a exemplo das revisões de contratos em várias áreas, e que estão fortalecendo a Fundação para que ela se consolide como empresa moderna e enxuta.

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