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Jornada Exemplar

Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Estas são as três coisas que todo homem deve fazer, segundo um provérbio chinês secular de autoria desconhecida. Embora não exijam habilidades especiais, podemos afirmar que o conselheiro Ney Alves Ribeiro as cumpriu com maestria. Tais proezas e inúmeros outros feitos, conferimos em sua autobiografia recém-lançada “Passeio pelo tempo: uma aventura que deu certo”, celebrada com tarde de autógrafos na Sede da APEA/SP, conforme divulgada na última edição. Em entrevista à redação, Ney relatou como desenvolveu a obra bibliográfica que revelou mais uma de suas múltiplas facetas: a de escritor; e que ainda há muito a realizar para esgotar sua longa lista de tarefas.

Sua autobiografia “Passeio pelo tempo: uma aventura que deu certo” foi concebida em fevereiro de 2011, com a motivação de sua esposa e filhas. Como foi o início deste projeto?

Sempre gostei de uma boa leitura, bons livros, principalmente romances e biografias. Algumas histórias lembraram a minha própria história de vida. Como eu já produzia algumas crônicas, comecei a registrar minhas memórias, com incentivos da minha família, resultando na obra “Passeio pelo tempo”.

O livro também traz histórias de personagens que marcaram sua trajetória. Qual foi a importância dessas pessoas para que você chegasse até aqui.

Quando releio alguns trechos do livro, me emociono. Cada uma das pessoas mencionadas no livro me influenciou e me ajudou muito em determinadas épocas da minha vida. Algumas delas, ainda mantenho contato, principalmente ex-colegas da CAIXA.

O senhor possui uma longa jornada na CAIXA e, em sua autobiografia, narra muitos episódios sobre a vida de economiário. Como é olhar para trás e ver que é parte da história de uma instituição tão renomada?

Uma passagem que me marcou, foi em 1993, quando eu era Gerente da Agência Doze de Outubro, na Lapa. Os resultados da Unidade não foram satisfatórios na avaliação da Superintendência, então, em fevereiro do ano seguinte, fui transferido para a Agência Mooca, a 24 km da minha residência. Dei a volta por cima! Os resultados desta Unidade, logo no primeiro ano que assumi, foram excelentes, culminando na minha indicação para assumir a Superintendência de um dos Escritórios de Negócios que estavam sendo criados. A quantidade de indicados era superior ao número de Escritórios a serem implantados, então o presidente da CAIXA decidiu realizar um concurso interno. Analisando a situação e o momento, preferi seguir a carreira como Gerente Geral e não participei do processo seletivo.

Como ingressou no Movimento Associativo? O que o motivou?

Incentivado por colegas, passei a participar efetivamente de movimentos associativos. Em 1988, fui eleito para o Conselho Deliberativo da APCEF/SP. Dois anos depois, eu e outros colegas fundamos a AGECEF/SP – Associação de Gerentes (hoje, gestores) da Caixa Econômica Federal.

O senhor é secretário do Conselho Deliberativo da APEA/SP. Fale sobre sua trajetória nesta Associação.

Associei-me à APEA logo que me aposentei. Meu envolvimento foi aumentando, eu não queria perder o vínculo com meus antigos colegas e, com o tempo mais livre, me candidatei e fui eleito para o Conselho Deliberativo da Entidade por quatro mandatos. Presidi o colegiado por um mandato e secretariei em dois.

O que o motiva a lutar pelos direitos dos Economiários da CAIXA?

Enquanto associado, procuro me inteirar dos assuntos referentes à nossa Federação (FENACEF) e à FUNCEF. Como conselheiro, me sinto no dever de bem representar meus colegas e defender nossos direitos.

Se pedíssemos para descrever a sua vida em uma frase, qual seria? Por quê?

A minha teoria é: “a vida é curta, portanto, temos que aproveitar os melhores momentos com as pessoas que amamos”.

O que é “aposentadoria”, para o senhor?

Parafraseando um colega: “estou aposentado da CAIXA, mas não da vida! Há vida fora da CAIXA”.

Para finalizar, assim como o senhor, temos em nosso quadro associativo, escritores, músicos, cantores, dentre tantos outros talentos artísticos que ainda desconhecemos por carecem de divulgação. Que mensagem o senhor deixa a essas pessoas?

Existem muitas pessoas criativas, que por inibição ou falta de espaço, não expõem seus dotes artísticos. Portanto, defendo que a APEA incentive os novos talentos, dando-lhes espaço no site e jornal para que possam divulgar suas obras e possamos conhecer mais sobre eles.